Instituto Missionário dos Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima

 

01 de maio de 2019

 

 
01

O “Sim” da Virgem Maria a Deus foi firme, decidido e pronto... não deixou para depois, não pediu nada em troca... nem exigiu uma vida cômoda, fácil e de “poltronice”: “... faça-se em mim segundo a tua palavra!” (Lc 1, 38). A entrega do Filho e Filha da Paixão a Deus deve ser sincera, generosa, alegre, por amor, total e sem reservas. Quem ama verdadeiramente a Deus, uma vez conhecido o seu desígnio, entrega-se à sua Vontade com obediência pronta e sem colocar limites.

02

Maria Santíssima se inclinou diante da Vontade do Criador e disse com fé, alegria e verdadeiro amor: “Eis a escrava do Senhor” (Lc 1, 38). Ela não disse: Eis a escrava do mundo, da carne, do demônio, da vontade própria, do comodismo, das próprias ideias, da preguiça, da vida fácil, da vaidade e outros; mas sim, disse: Eis aqui a escrava do Senhor... escrava de Deus, do Poderoso, do Senhor da minha alma e da minha vida... escrava do meu Criador. O religioso do nosso Instituto deve desprezar as coisas caducas e passageiras desse mundo e tornar-se escravo de Deus, sem reserva... sem buscar o mínimo para o Criador, mas o máximo. Ele merece todo o nosso amor... sejamos escravos fiéis do Senhor que nos criou e que cuida de nós.

03

O “Sim” de Nossa Senhora a Deus não foi um “Sim” de fogo de palha, momentâneo, limitado, isto é, por um momento até surgir a primeira barreira... por vaidade ou interesseiro; mas sim, foi um “Sim” decidido, por amor, perseverante... Ela, mulher fiel e forte, repetiu esse “Sim” durante a sua vida aqui nesse mundo: Em Nazaré, Belém, Egito, Jerusalém, Éfeso... não traiu a Deus nem abandonou a sua “missão”. Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus Cristo devem dizer um “sim” decidido e fiel a Deus... um “sim” perseverante, firme e alegre, principalmente quando surgirem dificuldades, obstáculos, provações e “muralhas” pelo caminho. Devem imitar o exemplo de fidelidade de Maria Santíssima que não retrocedeu diante das “barreiras” das provações.

04

Nossa Senhora, ao saber que Santa Isabel necessitava da sua ajuda, não cruzou os braços nem deixou para depois... mas partiu imediatamente para ajudar a prima: “Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel” (Lc 1, 39-40). O religioso do nosso Instituto deve possuir um coração bondoso, generoso e disponível... deve servir ao próximo com alegria, amor e reta intenção... sem interesse, a exemplo de Maria: “Aprendamos de Nossa Senhora a ser úteis aos outros, a pensar nas suas dificuldades, a facilitar-lhes a vida aqui na terra e o seu caminho para o céu” (Pe. Francisco Fernández Carvajal). Quem não gosta de servir não pode permanecer no nosso Instituto.

05

Por meio de Maria Santíssima que estava grávida, Jesus Cristo, nosso Salvador e Luz do mundo, fez sua primeira visita aos homens. O religioso do nosso Instituto deve imitar o exemplo de Maria e “levar” Jesus Cristo para todas as pessoas, principalmente as que estiverem afastadas d’Ele. Não podemos “prender” Jesus no nosso coração; mas sim, devemos dá-lo a conhecer a todos. Quem ama verdadeiramente a Cristo Jesus não consegue ficar inativo, apático e acomodado.

06

Nossa Senhora foi visitar a sua prima Santa Isabel através de uma região montanhosa: “Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa” (Lc 1, 39). Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus devem realizar o bem sem se intimidar diante das altas “montanhas” das dificuldades, provações e obstáculos que surgirem pelo caminho... nada nesse mundo pode nos impedir de evangelizar, catequizar e praticar boas obras para a glória de Deus e pelo bem das almas. Não podemos parar diante das “muralhas”: “As dificuldades fazem-nos crescer” (Pe. Francisco Faus).

07

Aquele que ama verdadeiramente a Deus e ao próximo não deixa para depois, mas realiza o bem imediatamente... agora... “ontem”. A Virgem Maria não deixou para depois, mas partiu com pressa para Judá: “Naqueles dias, Maria... dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá” (Lc 1, 39). O religioso do nosso Instituto deve imitar o exemplo de Nossa Senhora, realizando o bem imediatamente, porque o amor verdadeiro não espera, não adia e não atrasa: “Assim, Nossa Senhora inicia a missão de portadora de Cristo ao mundo, às pressas, sem delongas, levada pelo impulso interior que a põe a caminho para a humanidade em expectativa e tão necessitada do Salvador” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena).

08

A Santíssima Virgem não ficou calculando a distância... não se preocupou com o frio e calor... não “tremeu” diante dos possíveis perigos... quem ama enfrenta e vence todas as barreiras. Os Filhos e Filhas da Paixão não devem se preocupar com as dificuldades, perseguições, obstáculos e barreiras que poderão surgir pelo caminho... é preciso imitar o exemplo de amor e coragem de Nossa Senhora, sem retroceder: “Ó Virgem Santa, quão fervorosa é vossa caridade” (São Bernardo de Claraval).

09

A Mãe do Salvador vai visitar a mãe do precursor não para ser servida; mas sim, para servir... o seu amor a Deus e ao próximo é sincero, não interesseiro. Ela assume diante de Santa Isabel como diante de Deus, a atitude de humilde serva. Os Filhos e Filhas da Paixão do Senhor e das dores de Maria devem servir o próximo com reta intenção, amor e alegria... imitando o exemplo da Virgem Maria. Aquele que não gosta de servir e que quer receber tudo na mão, não pode ingressar no nosso Instituto.

10

Maria, Mãe do Senhor, fugiu para o Egito, terra distante, para proteger o seu inocente Filho da fúria do ímpio Herodes que queria matá-lo. O religioso do nosso Instituto deve fugir das pessoas que maquinam levá-lo ao pecado mortal... que lutam furiosamente para fazê-lo expulsar da alma a graça santificante. O Egito, terra distante, nos ensina que o afastamento dessas pessoas deve ser radical, total e decidido... sem explicação... sem conversa: “... propõe firmemente fugir de todas as ocasiões em que possas perder a Deus” (Santo Afonso Maria de Ligório, Preparação para a morte).

11

Quando o Anjo disse para São José: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito... Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe...” (Mt 2, 13-14). Nossa Senhora não questionou ao ser acordada, mas foi dócil e obediente ao seu esposo. O religioso do Instituto deve ser dócil e obediente ao seu superior e ao diretor espiritual, principalmente quando se tratar de “proteger” a graça santificante que está em sua alma. Deve também ser dócil ao seu Anjo da Guarda.

12

Nossa Senhora não esperou amanhecer o dia, mas se levantou imediatamente... durante a noite, para proteger o seu amado Filho: “Ele se levantou, tomou o menino e sua mãe, durante a noite, e partiu para o Egito” (Mt 2, 14). Para proteger a graça santificante que está na alma, o religioso do Instituto não deve medir sacrifícios... deve se “levantar” durante a “noite”, isto é, não escolher horário... não deixar para depois, mas agir prontamente... sem hesitação... com rapidez.  Deus acima de tudo! Deus em primeiro lugar! Somente Ele basta!

13

A Virgem Maria foi para uma terra distante, Egito, para proteger o seu Filho das garras do Rei Herodes, e permaneceu nesse país até a morte do Rei: “Levanta-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel, pois os que buscavam tirar a vida do menino já morreram” (Mt 2, 20). O religioso do nosso Instituto deve se afastar radicalmente dos lugares perigosos... daqueles lugares e amizades que podem arruinar a sua amizade com Nosso Senhor. O mesmo deve permanecer afastado, enquanto o perigo estiver ameaçando.

14

Maria Santíssima sofreu muito no Egito, terra distante: fome, sede, desprezo, pobreza... mas não se vendeu para os inimigos que queriam matar o seu Filho: “Por serem pobres era-lhes bem penoso conseguir o indispensável para passar a vida” (São Basílio Magno). O Filho e Filha da Paixão de Jesus devem suportar  dificuldades, provações, calúnias, mentiras,  desprezos, críticas... para permanecerem na amizade com Deus. O que as pessoas dizem o vento leva; o importante é conservar a graça santificante na alma. Para não desobedecer a Deus vale a pena sofrer todas as humilhações!

15

A Virgem Maria quando perdeu o seu Filho no Templo não continuou a viagem para Nazaré, mas voltou a Jerusalém para procurá-lo: “E não o encontrando, voltaram a Jerusalém à sua procura” (Lc 2, 45). O religioso do nosso Instituto deve caminhar sempre unido a Deus, isto é, com a graça santificante na alma... o mesmo não pode continuar a “viagem” sem a presença de Deus na sua vida. É grande desgraça e terrível cegueira continuar a “viagem” sem a presença de Jesus Cristo na alma... é caminhar na escuridão e ter o demônio por companheiro.

16

A Mãe do Salvador não o encontrou nos bares, em reuniões proibidas, numa praça da cidade... mas sim, o encontrou no Templo, “ocupado” com as coisas do Pai: “Três dias depois, eles o encontraram no Templo, sentado em meio aos doutores, ouvindo-os e interrogando-os” (Lc 2, 46). O Filho e Filha da Paixão de Jesus e das Dores de Maria não devem buscar Jesus Cristo no vazio do mundo e nas criaturas falsas, interesseiras e perigosas; mas sim, devem buscá-lo no “Templo”, isto é, no confessionário... no silêncio de uma igreja... na Confissão auricular, não comunitária. Na Confissão, Sacramento da alegria e da paz, encontramos o Senhor que a nossa alma tanto deseja.

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O religioso do nosso Instituto deve imitar o exemplo da Virgem Maria. Na companhia dessa boa e exemplar Mãe tudo se torna mais fácil... ela nos sustenta nas horas difíceis... é a luz que nos guia nos momentos de escuridão.  Aquele que “bebe” na fonte da vida de Maria Santíssima não retrocede diante dos obstáculos, dificuldades e provações: “Se se levantam os ventos das tentações, se te feres contra os rochedos das tribulações, olha para a estrela, chama por Maria... Nos perigos, nas angústias, nas perplexidades, pensa em Maria, invoca Maria” (São Bernardo de Claraval, Sup. “Missus” 2, 17).

18

Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus devem percorrer o caminho apertado e estreito... devem abraçar as cruzes de cada dia com generosidade, alegria e amor a Deus, imitando Nossa Senhora que não viveu comodamente... nem buscou uma vida de mordomia, longe da cruz: “Foi Maria Santíssima a primeira, entre os cristãos, a percorrer o caminho estreito e apertado que conduz à santidade; a primeira, entre todos, que carregou a cruz e conheceu as ascensões do espírito através do sofrimento” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena, Intimidade Divina, 119, 1). Aquele que se declara inimigo da cruz e amigo da “poltronice”, não pode ingressar no nosso Instituto... nem permanecer no mesmo, caso consiga passar despercebidamente.

19

Imitar a Virgem Maria com fidelidade, zelo e perseverança, é o dever de cada membro do nosso Instituto. Aquele que vive Maria não será varrido pelas “tempestades” que sopram furiosamente contra a “barquinha” da nossa vida.

20

20. O religioso do nosso Instituto deve, a exemplo de Nossa Senhora, viver somente para Deus... desprezando as coisas caducas e passageiras desse mundo violento e falso: “Desde os primeiros instantes de sua vida, foi Maria toda de Deus e só viveu para Ele” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena, Intimidade Divina, 119, 2).

 

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP (C)

01 de maio de 2019

 

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Pe. Divino Antônio Lopes FP(C). “Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus Cristo, devem imitar o exemplo da Virgem Maria com fidelidade, zelo e perseverança”

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