Instituto Missionário dos Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima

 

24 de junho de 2019

 

 
01

O religioso do nosso Instituto não pode tremer os joelhos, fingir-se de mudo, cruzar os braços, recuar nem retroceder diante dos ataques, zombarias, críticas, calúnias e ameaças dos seus perseguidores; mas sim, deve enfrentá-los com “espantosa” e “assombrosa” coragem... aquela coragem que intimida os inimigos e os afugenta: “Recuar diante do inimigo, ou calar-se, quando de toda parte se ergue tanto alarido contra a verdade, é próprio de homem covarde ou de quem vacila no fundamento de sua crença. Qualquer destas coisas é vergonhosa em si; é injuriosa a Deus; é incompatível com a salvação tanto dos indivíduos como da sociedade e só é vantajosa aos inimigos da fé” (Leão XIII, Sapientiae Christianae, 18).

02

Os Filhos e Filhas da Paixão  devem percorrer o caminho da santidade  com coragem... coragem que os mantêm escravos dos seus deveres, principalmente quando surgem no caminho imponentes “muralhas”  e perigosas “armadilhas”.  Aquele que deixa de cumprir o dever por causa das dificuldades deve ser afastado do nosso Instituto, porque é mesquinho e fraco: “A vida é muito curta para que nós a encurtemos ainda mais com a nossa visão temerosa e mesquinha” (Disraeli).

03

Não podemos nos intimidar diante das pessoas que odeiam a Jesus Cristo, nosso Salvador, ou diante das que o “amam” com um coração dividido... com limitações... ridico... egoísta. O religioso do nosso Instituto não pode viver em cantos escuros, no rodapé, acuado no porão ou sótão... mas sim, deve encher-se de coragem, imitando o exemplo de Jesus Cristo e dos santos e santas, principalmente daqueles que derramaram o sangue pelo Salvador: “Pois Deus não nos deu um espírito de medo, mas um espírito de força, de amor e de sobriedade. Não te envergonhes, pois, de dar testemunho de nosso Senhor” (2 Tm 1, 7-8).

04

Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus Cristo devem enfrentar as dificuldades, obstáculos e provações com ousadia, fortaleza e coragem... sem se recuarem... sem se venderem... sem se inclinarem diante dos golpistas e ameaçadores... o medo não pode sufocá-los: “Homem valente é aquele em quem a coragem acaba por prevalecer sobre o medo” (Dom Rafael Llano Cifuentes, Insegurança, medo e coragem).

05

O religioso do nosso Instituto não pode se esmorecer diante dos ataques dos inimigos de Deus, do Evangelho, da verdade e da santidade; mas deve dar um testemunho decidido... o mesmo dado pelos mártires... ainda que seja desprezado, caluniado e xingado por todos: “O mundo é de Deus, e Deus o aluga aos valentes” (São Josemaría Escrivá, Sulco, n.º 99).

06

O corajoso não é um super-herói, porque super-herói não existe... mas, com os olhos fixos no Deus que tudo pode, caminha com valentia, sem recuar... sempre em frente, abrindo caminho... apesar das altas e fortes “muralhas” que surgem à sua frente. Assim deve ser o religioso do nosso Instituto: “O corajoso não nasce; faz-se. A valentia não é algo que se tenha; é algo que se adquire” (Dom Rafael Llano Cifuentes, Insegurança, medo e coragem).

07

Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus e das Dores de Maria Santíssima, não podem possuir uma coragem de momentos... de fogo de palha... de máscara; mas sim,  a verdadeira coragem... aquela que não inclina a cabeça diante das dificuldades...  que não se acomoda no sopé da “montanha” das perseguições... que não anda de mãos dadas  com os mundanos e inimigos da verdade: “Os bravos, embora temam também as coisas pavorosas que assustam todos os mortais, enfrentam-nas como devem e como o prescrevem as regras da honra” (Aristóteles).

08

Deus quer que os Filhos e Filhas da Paixão superem todos os obstáculos com firmeza, coragem e valentia... apoiados, não nas próprias forças, mas na força do alto que tudo pode... tudo “desbrava” , “desobstaculiza” e “amansa”“Sê firme e corajoso! Não temas e não te apavores, porque o Senhor teu Deus está contigo por onde quer que andes” (Js 1, 9).

09

O religioso do nosso Instituto não pode se inquietar diante das dificuldades e provações que surgem pelo caminho... mas deve, com coragem,  ânimo e força, enfrentar essas “barreiras” sem se apavorar: “Não temas e não te apavores” (Js 1, 9).  Somente o fraco se apavora nas horas difíceis!

10

Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus e das Dores de Maria Santíssima devem ser ovelhas de Jesus Cristo que não se intimidam diante dos lobos de Satanás. É preciso enfrentá-los com coragem e valentia... sem cambalear, vacinar ou titubear.

11

O religioso do nosso Instituto não pode desanimar diante da altura da “montanha”, dizendo que é muito difícil escalá-la até o cume; mas deve se encher de coragem e se esforçar confiando na ajuda de Deus... o Senhor ajuda o corajoso, determinado e decidido:  “Coragem... comecemos a trabalhar para isso, por nossos desejos e boas resoluções; esperemos que um dia teremos força bastante para chegarmos até lá” (São Francisco de Sales, Filotéia).

12

Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus devem entrar no campo de batalha com coragem, otimismo, valentia e “santo” atrevimento. Mas não basta!  É preciso, antes de tudo, fixar os olhos nas chagas de Jesus crucificado e imitar o seu exemplo de fortaleza, coragem e perseverança: “Combatamos com coragem, contemplando Jesus Crucificado que da sua cruz nos ofe­rece sua ajuda, a vitória e a coroa. Caímos no passado porque deixamos de olhar para as chagas e as ignomínias sofridas pelo nosso Redentor e, assim, não recorremos a Ele pedindo ajuda” (Santo Afonso Maria de Ligório, A prática do amor a Jesus Cristo).

13

O religioso do nosso Instituto deve pedir todos os dias, com humildade e confiança, muita coragem a Deus para enfrentar com valentia os obstáculos de cada dia sem se esmorecer... coragem para se “multiplicar”... para “produzir” muito: “Um missionário de boa vontade, impregnado de espírito de sacrifício, pode até realizar o trabalho de quatro ou cinco” (Bem-aventurado José Allamano, A Vida Espiritual).

14

Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus e das Dores de Nossa Senhora devem estar sempre revestidos do “manto” da coragem, porque nenhuma batalha é vencida sem luta... luta com garra... luta com valentia... luta com coragem... coragem que não retrocede: “As tribulações não nos devem reter e frear, mas impelir-nos a ser apóstolos” (Bem-aventurado José Allamano, A Vida Espiritual).

15

O religioso do nosso Instituto deve ser firme e corajoso para ajudar o próximo a vencer as “muralhas” dessa vida e conquistar a Vida Eterna. Sem coragem é impossível fazer progresso no caminho da salvação: “Sê firme e corajoso, porque farás este povo herdar a terra que a seus pais jurei dar-lhes” (Js 1, 6).

16

Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus devem viver com dignidade, brio, honestidade e transparência! Para viver assim, como filhos de Deus, é preciso de coragem. A coragem nos ajuda a abrir caminhos sem inclinarmos diante das opiniões pagãs desse mundo revoltado contra Deus. O medroso e pusilânime torna-se escravo das máximas do mundo! Não podemos agir assim; pelo contrário, devemos morrer por Cristo e pela Santa Igreja, se for necessário: “Cada cristão deve estar disposto a dar a vida por Cristo, se as circunstâncias o exigirem” (Pe. Francisco Fernández Carvajal, Falar com Deus, 2).

17

O religioso do nosso Instituto não pode ser “maria vai com as outras”... pessoa sem personalidade... “macaco” imitador... “piolho” que “viaja” de cabeça em cabeça... que se deixa convencer com facilidade, concordando sempre com as outras pessoas, sem ter um posicionamento crítico. Ele deve seguir, com coragem, a verdade ensinada pela Santa Igreja Católica sem se inclinar diante das ameaças, zombarias, desprezos e críticas dos inimigos: “Pensar com cabeça própria, formar convicções sólidas que comandem o viver e indiquem como posicionar-se perante o mundo, sejam quais forem os ventos que soprem ou os riscos que se corram – isso é ser homem, isso exige coragem. Para um cristão, é o primeiro sinal da verdadeira coragem: a coragem de pensar e de viver a vida como destino pessoal e intransferível, esse dom superior que Deus outorga a cada ser humano!” (Dom Rafael Llano Cifuentes, Insegurança, medo e coragem).

18

Os Filhos e Filhas da Paixão do Salvador e das Dores de Maria Santíssima, não podem viver titubeando... vacilando... com os pés nas nuvens... sem saber o que fazer... com medo de tomar decisões. Isso é para pessoas medrosas que caminham longe da coragem e da valentia! Quando se tratar da glória de Deus e dos bens das almas imortais e espirituais, é preciso se “arriscar” com coragem... grande coragem... firme coragem... indomável coragem... coragem que não treme, que não recua nem retrocede... coragem que não se entrega nem se vende... coragem perseverante e “agressiva”... coragem que conclui aquilo que iniciou com perfeição, não pela metade.

19

O religioso corajoso inicia a batalha com a metade da vitória nas mãos, porque se apoia no Deus que tudo pode e não na sua limitada capacidade. O nosso Instituto deve ser um “quartel” onde residem somente religiosos corajosos, valentes, destemidos e intrépidos!

20

O corajoso não se desespera diante dos grandes obstáculos e contínuas provações; mas sim, caminha com os olhos fixos no Deus que o fortalece e que mantêm sua cabeça “fria” e o coração “ardente”. Assim devem agir os religiosos do nosso Instituto!

21

Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus e das Dores de Nossa Senhora não são super-heróis... não são proibidos de sentir medo; mas sim, são proibidos de se inclinarem diante do “fantasma” chamado medo. O corajoso deve superar o medo com o coração confiante no poder e na força de Deus. Corajoso é aquele que “atropela” o medo com a “máquina” da coragem!

22

O religioso do nosso Instituto não pode viver em cantos escuros, nos rodapés... nem ficar desanimado diante de suas fraquezas, tentações e provações; mas sim, deve caminhar na presença de Jesus Cristo... confiando no poder do Salvador: “Coragem! Ele te chama. Levanta-te” (Mc10, 49).

23

O corajoso possui uma fé convicta, não cede com facilidade nem se acomoda ao pensamento da maioria.

24

O corajoso não é oportunista... não possui jogo de cintura; mas sim, é fiel seguidor de Jesus Cristo... longe de atitudes camaleônicas e máscaras... não se vende: “Antes queremos morrer inocentes, do que viver culpados” (São Maurício, Mártir).

25

O religioso corajoso não recua diante dos obstáculos; pelo contrário, “arranha” com frequência o impossível, porque nunca se dá por vencido.

 

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP (C)

24 de junho de 2019

Solenidade do nascimento de São João Batista

 

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Pe. Divino Antônio Lopes FP(C). “Os Filhos e Filhas da Paixão de Jesus Cristo e das Dores de Nossa Senhora devem ser sempre e autenticamente corajosos”

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