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Jo 19,25:
“… permaneciam de pé sua mãe…”
A Virgem Dolorosa não se afastou da cruz… nela estava o
seu Amado Filho crucificado. Aquele que despreza a cruz se afasta de
Jesus Cristo: “Porque, se com ele morres, do mesmo modo viverás com ele; se fores seu
companheiro no sofrimento, também o serás na glória”
(Tomás de Kempis, Imitação de Cristo, Livro II, Capítulo
XII, 2).
É vergonhoso ver religiosos se afastando da cruz! Esses
não são verdadeiros filhos de Nossa Senhora das Dores; mas sim, são
amigos da “poltronice”.
Quem ama a Jesus Cristo de todo o coração não se afasta
da cruz… não busca uma vida cômoda e relaxada; pelo contrário, imita o
exemplo de Maria Santíssima que permaneceu, de pé, no Calvário,
contemplando o Filho crucificado: “Ó Mãe
amante, que nem o horror da morte pôde separar do Filho amado!”
(Vulgato Boaventura).
São Francisco de Sales diz:
“O monte Calvário é o monte dos amantes”.
Aquele que ama a Cristo crucificado e sua Mãe Dolorosa, não deseja outro
lugar longe do Calvário. É impossível imitar o exemplo de Nossa Senhora
vivendo na “planície” da vida fácil e cômoda!
Aquele que sobe o Calvário encontra a Virgem Lacrimosa ao
pé da cruz… e aquele que foge do Calvário encontra o mundo e suas
máximas… máximas que levam ao Inferno.
Quem permanece, de pé, perto da cruz do Salvador, a
exemplo de Nossa Senhora das Dores, não deseja o comodismo… não se
entrega ao desânimo, não foge dos sofrimentos… não desiste da caminhada
para o Céu.
O exemplo de Maria Santíssima ao pé da cruz nos enche de
ânimo, coragem, valentia e ousadia.
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 30 de maio de
2026
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