90 – Maria suportou as dores sem se afastar

 

 

Jo 19,25: “… permaneciam de pé sua mãe…”

 

A Mãe das Dores suportou as dores sem desanimar… permaneceu firme no Calvário, como uma rocha que é “batida” pelas ondas do mar agitado.

Nos momentos difíceis, devemos fixar os olhos em Jesus crucificado e na Santíssima Virgem, de pé, no Calvário: “Serei salvo se perseverar até o fim” (Santo Agostinho).

Quem é aquela que permaneceu, de pé, no Calvário? Que suportou as dores sem se afastar? É a Virgem Maria! Escolhida por Deus para dar ao Redentor uma natureza humana. Ela é a Mãe do Verbo Encarnado, nosso Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Quem é a Senhora que está no Calvário? Ela é a descendente do grande rei Davi… humilde filha da tribo de Judá, seu pai e sua mãe chamavam-se Joaquim e Ana… Maria foi escolhida por Deus… toda santa… advogada, auxiliadora, protetora, medianeira, sem pecado original… cheia de graça… escrava do Senhor… Imaculada… Mãe da Igreja… Mãe de Cristo, Mãe de Deus… nossa Mãe… sempre Virgem.

Quem é a Mãe Sofredora que está de pé no Calvário, com os olhos fixos em Jesus crucificado? É a escolhida por Deus desde toda a eternidade (Lc 1,26-27). Santo Ildefonso de Toledo escreve: “Maria foi escolhida por Deus, por Deus chamada, assumida por Deus, próxima de Deus, aderida a Deus, unida a Deus” (A Virgindade Perpétua de Santa Maria, PL 96,58), e: “Ele a escolheu como mãe, a enriqueceu com todos os dons da natureza e da graça, para fazer dela a mais pura, a mais amável, a mais amorosa e a mais abnegada de todas as mães” (Pe. Adolfo Tanquerey, Formação Apostólica, Terceira Parte, I, 1.º Ba), e também: “De fato, Deus, que desde toda a eternidade olhou para a Virgem Maria com particular e pleníssima complacência…” (Papa Pio XII, Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus, 3), e ainda: “Assim Deus, desde o princípio e antes dos séculos, escolheu e pré-ordenou para seu Filho uma Mãe…” (Papa Pio IX, Bula Ineffabilis Deus, 2).

Quem está no Calvário, de pé, perto da cruz? É a Virgem Dolorosa! Filha de Israel, judia de Nazaré na Galileia (Catecismo da Igreja Católica, 488). Ela não é uma “deusa”; mas sim, uma criatura: “O Filho de Deus, Nosso Senhor, Verbo do Pai, tornou-se Filho do homem. Filho do homem porque pertencia ao gênero humano, tendo nascido de Maria, que era filha de pais humanos e ela mesma uma criatura humana” (Santo Irineu, tratado contra as heresias).

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

Anápolis, 13 de junho de 2026