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Jo 19,25:
“… permaneciam de pé sua mãe…”
A Mãe das Dores suportou as dores sem desanimar…
permaneceu firme no Calvário, como uma rocha que é “batida” pelas
ondas do mar agitado.
Nos momentos difíceis, devemos fixar os olhos em Jesus
crucificado e na Santíssima Virgem, de pé, no Calvário:
“Serei salvo se perseverar até o
fim” (Santo Agostinho).
Quem é aquela que permaneceu, de pé, no Calvário? Que
suportou as dores sem se afastar? É a Virgem Maria! Escolhida por Deus
para dar ao Redentor uma natureza humana. Ela é a Mãe do Verbo
Encarnado, nosso Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
Quem é a Senhora que está no Calvário? Ela é a
descendente do grande rei Davi… humilde filha da tribo de Judá, seu pai
e sua mãe chamavam-se Joaquim e Ana… Maria foi escolhida por Deus… toda
santa… advogada, auxiliadora, protetora, medianeira, sem pecado
original… cheia de graça… escrava do Senhor… Imaculada… Mãe da Igreja…
Mãe de Cristo, Mãe de Deus… nossa Mãe… sempre Virgem.
Quem é a Mãe Sofredora que está de pé no Calvário, com os
olhos fixos em Jesus crucificado? É a escolhida por Deus desde toda a
eternidade (Lc 1,26-27). Santo Ildefonso de Toledo
escreve: “Maria foi escolhida por Deus, por
Deus chamada, assumida por Deus, próxima de Deus, aderida a Deus, unida
a Deus” (A Virgindade Perpétua de Santa Maria, PL
96,58), e: “Ele a escolheu
como mãe, a enriqueceu com todos os dons da natureza e da graça, para
fazer dela a mais pura, a mais amável, a mais amorosa e a mais abnegada
de todas as mães”
(Pe. Adolfo Tanquerey, Formação Apostólica, Terceira
Parte, I, 1.º Ba), e também:
“De fato, Deus, que desde toda a eternidade olhou para a Virgem Maria
com particular e pleníssima complacência…” (Papa Pio
XII, Constituição Apostólica Munificentíssimus Deus, 3),
e ainda: “Assim Deus, desde o princípio e
antes dos séculos, escolheu e pré-ordenou para seu Filho uma Mãe…”
(Papa Pio IX, Bula Ineffabilis Deus, 2).
Quem está no Calvário, de pé, perto da cruz? É a Virgem
Dolorosa! Filha de Israel, judia de Nazaré na Galileia (Catecismo da
Igreja Católica, 488). Ela não é uma “deusa”; mas sim, uma
criatura: “O Filho de Deus, Nosso Senhor,
Verbo do Pai, tornou-se Filho do homem. Filho do homem porque pertencia
ao gênero humano, tendo nascido de Maria, que era filha de pais humanos
e ela mesma uma criatura humana”
(Santo Irineu, tratado contra as heresias).
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 13 de junho de 2026
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