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Mc 16,15: “E disse-lhes: ‘Ide por
todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura’”.
O Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena escreve:
“Humanamente falando, podemos dizer que o apostolado
de Jesus terminou com estrondoso fracasso: morreu como criminoso!”
(Intimidade Divina, 357,2).
O Senhor da Vida morreu como criminoso sem ter cometido
nenhum crime! Foi desprezado, perseguido, caluniado, invejado… sem ter
cometido nenhuma maldade. Ele pregou a verdade que liberta e irritou a
muitos.
Imitemos o exemplo do Senhor sem recuarmos! Muitos santos
foram tidos por criminosos e foram assassinados… não recuaram, não se
intimidaram… seguiram o exemplo do Imaculado Cordeiro:
“Se a mim perseguiram, também a vós perseguirão”
(Jo 15,20).
Infeliz da pessoa que abandona o trabalho para a glória de
Deus e pelo bem das almas por causa das perseguições. É preciso seguir a
Cristo Jesus imitando o exemplo dos mártires:
“Peço-vos a disposição perfeita para
viver e morrer, como São Pedro e como São Paulo, e para tudo aceitar, até
cadeias, sofrimentos, maldições e martírio pela Santa Igreja e por todas as
almas que remistes” (São João XXIII, O diário da alma).
O missionário fiel e fervoroso não deve se “assustar”
nem se “escandalizar”, com as perseguições “promovidas” por
aqueles que trazem na testa o rótulo de católicos. A Santa Igreja está cheia
desses “produtos rotulados”:
“Bem impresso há de estar tudo isto na mente do apóstolo,
para não se escandalizar quando alguma coisa semelhante vier a padecer na
vida” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena, Intimidade
Divina, 357,2).
É preciso “ir pelo mundo inteiro” desconfiando das
próprias forças e confiando unicamente na Força do alto… de Deus. Sem a
ajuda de Deus o trabalho missionário fracassará… será plantar sobre pedras e
colher o vazio: “Através
das perseguições, humilhações, insucessos, o apóstolo aprende a não confiar
nas próprias forças, a convencer-se da própria incapacidade e da
insuficiência de todos os meios humanos. Assim, porá apenas em Deus toda a
esperança. Passará a trabalhar unicamente por amor a Deus, sem buscar a
compensação do sucesso. Desprende-se das opiniões alheias. Começa a agir
independentemente da aprovação ou desaprovação dos homens, aguardando só o
juízo de Deus” (Idem.).
Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)
Anápolis, 14 de junho de 2026
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