60 - Imitemos o exemplo do Senhor sem recuarmos!

 

 

Mc 16,15: “E disse-lhes: ‘Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura’”.

 

O Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena escreve: “Humanamente falando, podemos dizer que o apostolado de Jesus terminou com estrondoso fracasso: morreu como criminoso!” (Intimidade Divina, 357,2).

O Senhor da Vida morreu como criminoso sem ter cometido nenhum crime! Foi desprezado, perseguido, caluniado, invejado… sem ter cometido nenhuma maldade. Ele pregou a verdade que liberta e irritou a muitos.

Imitemos o exemplo do Senhor sem recuarmos! Muitos santos foram tidos por criminosos e foram assassinados… não recuaram, não se intimidaram… seguiram o exemplo do Imaculado Cordeiro: “Se a mim perseguiram, também a vós perseguirão” (Jo 15,20).

Infeliz da pessoa que abandona o trabalho para a glória de Deus e pelo bem das almas por causa das perseguições. É preciso seguir a Cristo Jesus imitando o exemplo dos mártires: “Peço-vos a disposição perfeita para viver e morrer, como São Pedro e como São Paulo, e para tudo aceitar, até cadeias, sofrimentos, maldições e martírio pela Santa Igreja e por todas as almas que remistes” (São João XXIII, O diário da alma).

O missionário fiel e fervoroso não deve se “assustar” nem se “escandalizar”, com as perseguições “promovidas” por aqueles que trazem na testa o rótulo de católicos. A Santa Igreja está cheia desses “produtos rotulados”: “Bem impresso há de estar tudo isto na mente do apóstolo, para não se escandalizar quando alguma coisa semelhante vier a padecer na vida” (Pe. Gabriel de Santa Maria Madalena, Intimidade Divina, 357,2).

É preciso “ir pelo mundo inteiro” desconfiando das próprias forças e confiando unicamente na Força do alto… de Deus. Sem a ajuda de Deus o trabalho missionário fracassará… será plantar sobre pedras e colher o vazio: “Através das perseguições, humilhações, insucessos, o apóstolo aprende a não confiar nas próprias forças, a convencer-se da própria incapacidade e da insuficiência de todos os meios humanos. Assim, porá apenas em Deus toda a esperança. Passará a trabalhar unicamente por amor a Deus, sem buscar a compensação do sucesso. Desprende-se das opiniões alheias. Começa a agir independentemente da aprovação ou desaprovação dos homens, aguardando só o juízo de Deus” (Idem.).

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

Anápolis, 14 de junho de 2026