Instituto Missionário dos Filhos e Filhas da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo e das Dores de Maria Santíssima

 

Carta 43

Anápolis, 24 de dezembro de 2007

 

Ao Revmo Pe. Guilherme

Digníssimo filho de São João Bosco

 

Prezado sacerdote, que a paz do Menino Jesus esteja em sua alma imortal: “Sou a pessoa mais feliz. Já não desejo nada porque meu ser está saciado com o Deus-Amor” (Santa Teresa dos Andes, Carta 110).

 

Escrevo para lhe agradecer por nos ter ajudado espiritualmente nesse ano de 2007, principalmente através da confissão.

Aproximemo-nos da Gruta de Belém, e bebamos do exemplo desse santo lugar: “Uma gruta – um presépio – um menino sobre palhinhas – uma virgem perfeitíssima e um varão justo de joelhos, em adoração – anjos cantando: Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade! – eis o quadro de Deus feito homem!

Noite bendita! Hora solene, a mais solene que houve, nem há de tornar a ver o mundo! Momento único na história da humanidade!

Noite bendita, em que nasceu o Sol de Israel! Hora solene, em que apareceu na terra o Deus de Abraão, Isaac e Jacó, revestido da natureza humana. Momento único, pois não conta o mundo outro assinalado por um fato semelhante!

Já não são os Anjos os únicos que têm a Deus consigo no céu: os homens o vêem nascido na terra.

Mistério incompreensível! Quem nasce? – Deus! O que sempre existiu, o que fez aparecer no céu as estrelas, no campo as flores, quis também ter o seu dia de natal! Que amor!

Ao ver aquele Menino e ao ver nele o Filho de Deus, vêm nos ferir os ouvidos aquelas palavras de São João: “De tal maneira amou Deus o mundo, que lhe deu o seu Unigênito Filho” (Jo 3, 16).

Como nasce? Como homem! Com lágrimas nos olhos, com dores no tenro corpinho, com frio em todos os membros, com falta de tudo! Nasce como servo e não como rei, nasce na humilhação, nasce com toda a sua divina grandeza encoberta.

Nasce no tempo o que foi gerado desde toda a eternidade, feito carne o Verbo divino, feito mortal o Eterno!

Nasce a Vida sujeita à morte, a Luz escurecida com as trevas dos nossos pecados, o Sol eclipsado com o véu da nossa natureza!

Nasce Infante o Criador do universo, envolvido em faixas a Riqueza do céu, reclinado num presépio o que tem seu trono sobre os serafins!” (Pe. Alexandrino Monteiro).

Deus lhe pague por tudo! Conte com as nossas orações!

Que Deus o conserve sempre perto de nós para nos ajudar.

Envio-lhe como simples presente, alguns bombons e um CD Instrumental sobre o Santo Natal.

 

Respeitosamente,

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP.