1ª Palestra

 

 

A DOR NA ETERNIDADE

 

(Resumo)

(Pe. Richard Gräf)

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

 

Santo Agostinho costumava pedir a Deus que o afligisse neste mundo, mas o poupasse na eternidade. Assim deve ser a nossa oração, porque mais vale sofrer neste mundo do que no outro, uma vez que as dores mais atrozes que aqui nos podem afligir nada são comparadas com o menor sofrimento na eternidade. Como todos nós temos de sofrer, vale cem, mil vezes mais que nos purifiquemos por meio de sofrimentos temporais do que cairmos para todo o sempre nas penas do inferno.

A oração de Santo Agostinho brota com certeza do mais íntimo do coração de todos nós, porque neste mundo talvez seja possível adaptarmo-nos a todas as dores, a todos os tormentos, mas ninguém pode acostumar-se às penas eternas do inferno.

Não sabemos explicar como são compatíveis as penas eternas do inferno e o amor e a misericórdia divinas. Há pessoas que os consideram realmente incompatíveis e, querendo continuar a crer na misericórdia divina, resolvem, se não negar a existência do inferno, pelo menos tirar-lhe a sua característica de eternidade.

Para os condenados, não há, pois, esperança de libertação, nem de alívio para os seus sofrimentos, nem de adaptação, nem de alívio para os seus sofrimentos, nem de adaptação ou de insensibilidade à dor pelo hábito. Os que entram no inferno despojam-se de toda a esperança.

Ninguém deve tentar descrever os suplícios do inferno. É tão impossível descrevê-los como imaginar as alegrias do céu.

 

 

1ª Palestra

A DOR NA ETERNIDADE

2ª Palestra

SOFRER AMANDO

3ª Palestra

AS TREVAS NA DOR