ASSOCIAÇÃO DE BENFEITORES SÃO JOSÉ

 

CIDADE MISSIONÁRIA DO SANTÍSSIMO CRUCIFIXO – ANÁPOLIS – GO

 

Circular n° 73 – 02-11-2026

 

Aos benfeitores do nosso Instituto!

 

Caríssimos, hoje é dia de Finados! Rezemos com fé e devoção pelas almas dos nossos entes queridos que partiram... deixaram este mundo... morreram. Hoje, rezamos pelas almas deles... em “breve”, algumas pessoas rezarão pelas nossas almas, porque não ficaremos aqui neste mundo para sempre... também partiremos... compareceremos diante de Deus para prestarmos contas ao nosso Criador que pesará todas as nossas ações: “E como é um fato que os homens devem morrer uma só vez, depois do que vem um julgamento” (Hb 9,27), e: “Porquanto todos nós teremos de comparecer manifestamente perante o tribunal de Cristo, a fim de que cada um receba a retribuição do que tiver feito durante a sua vida no corpo, seja para o bem, seja para o mal” (2 Cor 5,10).

Milhões de pessoas dizem: “Morreu acabou tudo... não existe céu nem inferno”. Será? Quem afirma esta “loucura” chama Deus de mentiroso. Jesus Cristo, nosso Deus e Salvador, diz: “E irão estes para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna” (Mt 25,46). Outros dizem que o corpo do defunto pode ser “jogado” em qualquer lugar... pois está morto e não “serve” mais para nada. Será? É preciso saber que os corpos que estão sepultados nos cemitérios do mundo inteiro sairão dos túmulos no fim do mundo, para o Juízo Final: “E muitos dos que dormem no solo poeirento acordarão, uns para a vida eterna e outros para o opróbrio, para o horror eterno” (Dn 12,2), e: “Não vos admireis com isto: vem a hora em que todos os que repousam nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão; os que tiverem feito o bem, para uma ressurreição de vida; os que tiverem praticado o mal, para uma ressurreição de julgamento” (Jo 5,28-29).

Os corpos das pessoas que morrerem na amizade com Deus, serão adornados de quatro qualidades gloriosas: 1.º A impassibilidade, que os isentará do sofrimento, da morte e de qualquer alteração. 2.º A subtilidade, que os tornará de certo modo espirituais, de sorte que serão visíveis ou invisíveis à vontade da alma. 3.º A agilidade, pela qual poderão locomover-se com a rapidez do relâmpago. 4.º A claridade, que os fará como outros tantos sóis, cujo brilho não deslumbrará a vista.

Os pecadores ressurgirão para o julgamento. Bem diferente dos justos, eles serão disformes, hediondos e miseráveis nos corpos e nas almas. Sob o peso de males incompreensíveis, cumulados de vergonha, tristeza e remorsos, em vez de voarem nos ares com os eleitos, arrastar-se-ão penosamente até ao vale, onde a sentença final acabará mergulhando-os nos opróbrios, tormentos e desesperos sem fim.

Não podemos viver aqui na terra de braços cruzados; mas sim, devemos realizar boas obras... ninguém enganará a Deus na hora do julgamento. “Quantas pessoas converti?” Ou, pelo menos, “quanto me preocupei, quanta dedicação pus na conversão dos outros?” Esta é uma pergunta que cada um de nós deveria fazer a si próprio de vez em quando. Pensar que teremos de apresentar-nos diante de Deus, no Dia do Juízo, de mãos vazias, deveria fazer-nos estremecer. “Onde estão os seus frutos, onde estão as suas almas?”, perguntar-nos-á Deus, e com razão. Ninguém se salvará de mãos vazias! O tempo para fazer o bem é agora, enquanto estamos respirando.

Aquele que faz o bem será recompensado por Deus na hora do Julgamento! “Quanto a vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem” (2 Ts 3,13), e: “Hoje Deus te chama a fazer o bem; faze-o hoje mesmo porque amanhã talvez já não terás tempo ou Deus não te chamará” (Santo Afonso Maria de Ligório), e também: “Se puderdes fazer algum bem não deixes para mais tarde” (São Policarpo), e ainda:  “... seja vossa preocupação fazer o que é bom para todos os homens” (Rm 12,17), e:  “Assim, aquele que sabe fazer o bem e não faz incorre em pecado” (Tg 4,17), e também: “Não desanimemos na prática do bem, pois, se não desfalecermos, a seu tempo colheremos” (Gl 6,9).

Guardo-os no Coração Santíssimo de Jesus Cristo, nosso Deus e Senhor.

Com respeito e gratidão,

 

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

 

 

Este texto não pode ser reproduzido sob nenhuma forma; por fotocópia ou outro meio qualquer sem autorização por escrito do autor Pe. Divino Antônio Lopes FP(C).

Depois de autorizado, é preciso citar:

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C). “Circular nº 73 – 02-11-2026”.

www.filhosdapaixao.org.br/escritos/circulares/benfeitores/circulares_03_73.htm

 

  Outras circulares