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A TERCEIRA COLUNA que sustenta o
matrimônio é a fidelidade conjugal.
O Pe. João Batista Lehmann escreve: “A
base elementar da família cristã é a fidelidade, que,
mutuamente, juram os esposos”, e Santo Tomás de
Aquino também escreve: “A forma do casamento é a união
indissolúvel dos corações em virtude da qual cada um dos
cônjuges é obrigado a guardar para com o outro uma
fidelidade sem partilha”. Está claro, caríssimo
casal, que a fidelidade prometida, solenemente, aos pés do
altar sagrado, deve durar até a morte. Pouco importa que, no
correr dos tempos, apareçam desigualdades de gênios,
diversidade de gostos, doenças prolongadas ou incuráveis; é
importante lembrar de que os laços do sacramento permanecem
sempre inquebrantáveis. Só a morte tem o poder de quebrar
vínculos do sacramento do matrimônio.
Lembre-se prezado casal, de que o matrimônio
não é um brinquedo ou passatempo, ele é um sacramento, e
como já foi dito, foi instituído por Deus. A instituição
matrimonial faz parte dos planos divinos desde o momento
mesmo da criação do homem. Não é pois, como dizem os
marxistas, “uma invenção burguesa”, ou “o último
reduto da sociedade capitalista”, por isso, você casal,
precisa levar a sério o matrimônio, e evitar custe o que
custar o pecado de adultério, porque esse pecado é a
sepultura do casal e a desgraça da família, ele é realmente
um veneno mortífero.
Alguém poderia perguntar: o que é o
adultério? O Catecismo da Igreja Católica no nº 2380 o
define assim: “O adultério. Esta palavra designa a
infidelidade conjugal. Quando dois parceiros dos quais ao
menos um é casado, estabelecem entre si uma relação sexual,
mesmo efêmera, cometem adultério”.
Sabemos que Jesus Cristo condena o adultério
mesmo de simples desejo, como está em São Mateus 5,27-28:
“Ouvistes que foi dito: não cometerás adultério. Eu,
porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com
desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu
coração”. E você homem casado, você tem esse péssimo
costume de olhar com desejo para as mulheres? Seria muito
bom se você seguisse o exemplo de Jó que diz: “Eu fiz
um pacto com meus olhos, para não olhar para uma virgem”
Jó 31,1, e também levasse a sério esse pensamento do Abade
Santo Antão: “Basta um olhar impuro para abrir as
portas do inferno”.
Prezado casal, o adultério não é uma
brincadeira, ele é um pecado gravíssimo que destrói a
família e lança as almas no inferno. O adultério é uma
injustiça, diz o Catecismo da Igreja Católica no nº 2381:
“Quem o comete falta com seus compromissos. Fere o sinal
da aliança que é o vínculo matrimonial, lesa o direito do
outro cônjuge e prejudica a instituição do casamento,
violando o contrato que o fundamenta. Compromete o bem da
geração humana e dos filhos, que têm necessidade da união
estável dos pais”, realmente o adultério é a
sepultura do casal.
Lembre-se caríssimo casal, de que o adultério
é pecado mortal, e o pecado mortal destrói a caridade no
coração do homem e desvia-o de Deus.
O adultério é como um veneno mortífero, ele
mata a fidelidade conjugal, e hoje, mais do que nunca está
se espalhando, até parece que vivemos em Sodoma e Gomorra. É
ele um dos pecados mais graves, e o mesmo é cometido por
pobres e ricos e no mundo inteiro, para esse mundo tão
impuro, cabe muito bem essas palavras do livro de Jeremias
23,10: “… a terra está cheia de adúlteros”.
Vivemos num mundo podre e pagão, onde a
virgindade é criticada terrivelmente e o adultério é
elogiado pela maioria; e aquele que procura ser fiel à sua
companheira é deixado de lado e criticado sem piedade, e o
mesmo acontece em relação às mulheres.
Hoje, infelizmente, muitos adúlteros são
aplaudidos de pé por muitos “porcos” da sociedade,
justamente porque tiveram a coragem de apunhalar as suas
esposas com punhal do adultério, e são tidos pelos
“porcos” mais impuros como exemplos para todos do
chiqueiro; que aberração! Sendo que na verdade não passam de
irresponsáveis, fracos e covardes, dignos do fogo do
inferno.
Existem adúlteros tão sujos e covardes, que
cometem o adultério e depois se reúnem com os amigos do
chiqueiro para comentar como foi a “tal traição”, e
nesse diálogo fedorento, se vangloriam por terem traído as
esposas. São moleques horrorosos.
Prezado casal, lembre-se de que esse
comportamento é de cavalos e éguas, e não de um casal que
jurou diante do altar fidelidade até a morte. Lembre-se de
que Deus vê tudo, também o vosso adultério.
A QUARTA COLUNA que sustenta o matrimônio,
é o respeito e o diálogo entre o casal.
Esse respeito deve ser mútuo, o casal deve se
esforçar para que reine esse respeito no lar; não somente o
homem deve se esforçar, ou somente a mulher, mas os dois,
isto é, o casal. O respeito mútuo é uma exigência natural. O
amor e respeito se condicionam e se completam, se não
existir o verdadeiro amor entre o casal com certeza não
haverá o respeito, e vice-versa, e o lar se transformará em
um curral, onde reinará coices e mais coices.
Prezado casal, para que possa haver respeito
íntimo, indispensável é, que o estado pré-nupcial não tenha
sido prejudicado e maculado com vícios e pecados
abomináveis.
É preciso também que o casal evite, custe o
que custar, pequenas e grandes provocações, e que reine
entre o casal as regras da boa educação.
Para que haja o verdadeiro respeito entre o
casal, é preciso evitar:
Primeiro, a pirraça. Pirraça é
fazer algo com o propósito de contrariar alguém. Ás vezes a
mulher casada acorda com a “vó” detrás do toco e diz
que vai matar o esposo na unha, que ele vai se arrepender do
dia em que nasceu, ou vice-versa, e assim o respeito vai
desaparecendo e o amor vai se esfriando.
Prezado casal, cuidado com a picardia e com a
picuinha. Essas são ervas daninhas no jardim do seu
matrimônio.
Segundo, o ciúme. O ciúme é
grande inimigo da felicidade conjugal, ele é incompatível
com o respeito mútuo. O ciúme leva um a se desconfiar do
outro, e não raras vezes prepara o caminho para a
infidelidade, não mais imaginária, mas real, como está um
Eclesiástico 9,1: “Não tenhas ciúme de tua esposa,
para que ela não empregue contra ti a malícia que lhe
ensinaste”.
Cuidado caríssimo casal, o espinho do ciúme
não é como o das rosas, que machuca apenas as mãos. No
ciumento, há duas coisas horríveis, os traumas e as tramas!
Por isso, elimine o ciúme do vosso meio, e deixe que reine
somente o respeito mútuo no vosso lar.
O diálogo também faz parte dessa sexta coluna
que sustenta o matrimônio.
Feliz do casal que dialoga com frequência, ou
até mesmo diariamente. Aqui, não se trata daquela conversa
costumeira e rápida que acontece durante os trabalhos
diários e na presença de pessoas estranhas ou até mesmo
conhecidas, mas daquele diálogo construtivo entre o casal,
em um lugar reservado e silencioso.
Hoje, infelizmente, por causa da hidra
satânica, que é a televisão, milhares de casais não se
dialogam mais, ficam na sala, horas e horas, bebendo da lama
das novelas, e a mesma vomita lama e lixo dentro do coração
do casal, e o prejuízo é incalculável para a família.
Com certeza, já aconteceram milhares de
separações entre os casais por falta do diálogo; sabemos que
os inimigos visíveis e invisíveis perseguem terrivelmente as
famílias, por isso, o casal precisa agir com sabedoria e
prudência diante de certos acontecimentos e fofocas.
Existem pessoas que não conseguiram
perseverar, e se separaram, e agora por inveja, lutam para
destruir o lar daqueles casais que estão firmes, e essas
pessoas, usam todo tipo de armas, principalmente da calúnia;
e se o casal não for prudente e sábio, e se não dialogar com
calma, paciência e compreensão, certamente o inimigo
vencerá, porque existem pessoas tão maldosas, que parecem
ter o demônio no lugar da língua.
Prezado casal, deixe as novelas de lado, e a
partir de hoje reserve um tempo para um diálogo sincero,
compreensivo, amigo e educado; e nesse diálogo, você poderá
tratar dos seguintes assuntos: vida espiritual, parte
financeira, educação dos filhos, saúde, trabalho, etc…, e
assim você estará fechando as portas do vosso lar para os
inimigos.
O casal que não dialoga e que corre o tempo
todo, com certeza cairá no abismo.
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