2ª Palestra

 

Pe. Divino Antônio Lopes FP(C)

 

 

A TERCEIRA COLUNA que sustenta o matrimônio é a fidelidade conjugal.

 

O Pe. João Batista Lehmann escreve: “A base elementar da família cristã é a fidelidade, que, mutuamente, juram os esposos”, e Santo Tomás de Aquino também escreve: “A forma do casamento é a união indissolúvel dos corações em virtude da qual cada um dos cônjuges é obrigado a guardar para com o outro uma fidelidade sem partilha”. Está claro, caríssimo casal, que a fidelidade prometida, solenemente, aos pés do altar sagrado, deve durar até a morte. Pouco importa que, no correr dos tempos, apareçam desigualdades de gênios, diversidade de gostos, doenças prolongadas ou incuráveis; é importante lembrar de que os laços do sacramento permanecem sempre inquebrantáveis. Só a morte tem o poder de quebrar vínculos do sacramento do matrimônio.

Lembre-se prezado casal, de que o matrimônio não é um brinquedo ou passatempo, ele é um sacramento, e como já foi dito, foi instituído por Deus. A instituição matrimonial faz parte dos planos divinos desde o momento mesmo da criação do homem. Não é pois, como dizem os marxistas, “uma invenção burguesa”, ou “o último reduto da sociedade capitalista”, por isso, você casal, precisa levar a sério o matrimônio, e evitar custe o que custar o pecado de adultério, porque esse pecado é a sepultura do casal e a desgraça da família, ele é realmente um veneno mortífero.

Alguém poderia perguntar: o que é o adultério? O Catecismo da Igreja Católica no nº 2380 o define assim: “O adultério. Esta palavra designa a infidelidade conjugal. Quando dois parceiros dos quais ao menos um é casado, estabelecem entre si uma relação sexual, mesmo efêmera, cometem adultério”.

Sabemos que Jesus Cristo condena o adultério mesmo de simples desejo, como está em São Mateus 5,27-28: “Ouvistes que foi dito: não cometerás adultério. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração”. E você homem casado, você tem esse péssimo costume de olhar com desejo para as mulheres? Seria muito bom se você seguisse o exemplo de Jó que diz: “Eu fiz um pacto com meus olhos, para não olhar para uma virgem” Jó 31,1, e também levasse a sério esse pensamento do Abade Santo Antão: “Basta um olhar impuro para abrir as portas do inferno”.

Prezado casal, o adultério não é uma brincadeira, ele é um pecado gravíssimo que destrói a família e lança as almas no inferno. O adultério é uma injustiça, diz o Catecismo da Igreja Católica no nº 2381: “Quem o comete falta com seus compromissos. Fere o sinal da aliança que é o vínculo matrimonial, lesa o direito do outro cônjuge e prejudica a instituição do casamento, violando o contrato que o fundamenta. Compromete o bem da geração humana e dos filhos, que têm necessidade da união estável dos pais”, realmente o adultério é a sepultura do casal.

Lembre-se caríssimo casal, de que o adultério é pecado mortal, e o pecado mortal destrói a caridade no coração do homem e desvia-o de Deus.

O adultério é como um veneno mortífero, ele mata a fidelidade conjugal, e hoje, mais do que nunca está se espalhando, até parece que vivemos em Sodoma e Gomorra. É ele um dos pecados mais graves, e o mesmo é cometido por pobres e ricos e no mundo inteiro, para esse mundo tão impuro, cabe muito bem essas palavras do livro de Jeremias 23,10: “… a terra está cheia de adúlteros”.

Vivemos num mundo podre e pagão, onde a virgindade é criticada terrivelmente e o adultério é elogiado pela maioria; e aquele que procura ser fiel à sua companheira é deixado de lado e criticado sem piedade, e o mesmo acontece em relação às mulheres.

Hoje, infelizmente, muitos adúlteros são aplaudidos de pé por muitos “porcos” da sociedade, justamente porque tiveram a coragem de apunhalar as suas esposas com punhal do adultério, e são tidos pelos “porcos” mais impuros como exemplos para todos do chiqueiro; que aberração! Sendo que na verdade não passam de irresponsáveis, fracos e covardes, dignos do fogo do inferno.

Existem adúlteros tão sujos e covardes, que cometem o adultério e depois se reúnem com os amigos do chiqueiro para comentar como foi a “tal traição”, e nesse diálogo fedorento, se vangloriam por terem traído as esposas. São moleques horrorosos.

Prezado casal, lembre-se de que esse comportamento é de cavalos e éguas, e não de um casal que jurou diante do altar fidelidade até a morte. Lembre-se de que Deus vê tudo, também o vosso adultério.

 

A QUARTA COLUNA que sustenta o matrimônio, é o respeito e o diálogo entre o casal.

 

Esse respeito deve ser mútuo, o casal deve se esforçar para que reine esse respeito no lar; não somente o homem deve se esforçar, ou somente a mulher, mas os dois, isto é, o casal. O respeito mútuo é uma exigência natural. O amor e respeito se condicionam e se completam, se não existir o verdadeiro amor entre o casal com certeza não haverá o respeito, e vice-versa, e o lar se transformará em um curral, onde reinará coices e mais coices.

Prezado casal, para que possa haver respeito íntimo, indispensável é, que o estado pré-nupcial não tenha sido prejudicado e maculado com vícios e pecados abomináveis.

É preciso também que o casal evite, custe o que custar, pequenas e grandes provocações, e que reine entre o casal as regras da boa educação.

Para que haja o verdadeiro respeito entre o casal, é preciso evitar:

 

Primeiro, a pirraça. Pirraça é fazer algo com o propósito de contrariar alguém. Ás vezes a mulher casada acorda com a “vó” detrás do toco e diz que vai matar o esposo na unha, que ele vai se arrepender do dia em que nasceu, ou vice-versa, e assim o respeito vai desaparecendo e o amor vai se esfriando.

Prezado casal, cuidado com a picardia e com a picuinha. Essas são ervas daninhas no jardim do seu matrimônio.

 

Segundo, o ciúme. O ciúme é grande inimigo da felicidade conjugal, ele é incompatível com o respeito mútuo. O ciúme leva um a se desconfiar do outro, e não raras vezes prepara o caminho para a infidelidade, não mais imaginária, mas real, como está um Eclesiástico 9,1: “Não tenhas ciúme de tua esposa, para que ela não empregue contra ti a malícia que lhe ensinaste”.

Cuidado caríssimo casal, o espinho do ciúme não é como o das rosas, que machuca apenas as mãos. No ciumento, há duas coisas horríveis, os traumas e as tramas! Por isso, elimine o ciúme do vosso meio, e deixe que reine somente o respeito mútuo no vosso lar.

O diálogo também faz parte dessa sexta coluna que sustenta o matrimônio.

Feliz do casal que dialoga com frequência, ou até mesmo diariamente. Aqui, não se trata daquela conversa costumeira e rápida que acontece durante os trabalhos diários e na presença de pessoas estranhas ou até mesmo conhecidas, mas daquele diálogo construtivo entre o casal, em um lugar reservado e silencioso.

Hoje, infelizmente, por causa da hidra satânica, que é a televisão, milhares de casais não se dialogam mais, ficam na sala, horas e horas, bebendo da lama das novelas, e a mesma vomita lama e lixo dentro do coração do casal, e o prejuízo é incalculável para a família.

Com certeza, já aconteceram milhares de separações entre os casais por falta do diálogo; sabemos que os inimigos visíveis e invisíveis perseguem terrivelmente as famílias, por isso, o casal precisa agir com sabedoria e prudência diante de certos acontecimentos e fofocas.

Existem pessoas que não conseguiram perseverar, e se separaram, e agora por inveja, lutam para destruir o lar daqueles casais que estão firmes, e essas pessoas, usam todo tipo de armas, principalmente da calúnia; e se o casal não for prudente e sábio, e se não dialogar com calma, paciência e compreensão, certamente o inimigo vencerá, porque existem pessoas tão maldosas, que parecem ter o demônio no lugar da língua.

Prezado casal, deixe as novelas de lado, e a partir de hoje reserve um tempo para um diálogo sincero, compreensivo, amigo e educado; e nesse diálogo, você poderá tratar dos seguintes assuntos: vida espiritual, parte financeira, educação dos filhos, saúde, trabalho, etc…, e assim você estará fechando as portas do vosso lar para os inimigos.

O casal que não dialoga e que corre o tempo todo, com certeza cairá no abismo.

 

 

1ª Palestra

1ª Coluna: Confissão frequente

2ª Coluna: Comunhão frequente

2ª Palestra

3ª Coluna: Fidelidade conjugal

4ª Coluna: Respeito e o diálogo entre o casal

3ª Palestra

5ª Coluna: Amor a Deus

6ª Coluna: Oração