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A QUINTA COLUNA que sustenta o matrimônio
é o amor a Deus.
O casal deve se esforçar continuamente para
colocar em prática o primeiro mandamento da lei de Deus:
“Amar a Deus sobre todas as coisas”. Feliz do lar
que possui essa QUINTA COLUNA.
O casal que abandona a Deus para buscar apoio
no mundo, abandona a Rocha para se apoiar na areia movediça,
porque a única coisa que esse mundo pagão pode oferecer para
um casal é a lama, por isso, o Abade Santo Antão escreve:
“Odiai o mundo e tudo que nele há”.
No amor de Deus está a perfeição e não no
lixo do mundo, como escreve Santo Afonso Maria de Ligório:
“Toda a santidade e toda a perfeição de uma pessoa
consiste em amar a Jesus Cristo, nosso Deus, nosso maior
bem, nosso Salvador”.
1. Amar a Deus é amar o bem por excelência, e
quem ama a Deus de coração, odeia o mal maior do mundo, que
é o pecado. O amor une, estreita, assemelha. O amor de Deus
une a criatura ao seu Criador, e quanto mais cresce o amor,
mais se estreitam os laços desta divina amizade. Feliz do
casal que possui essa amizade com Deus.
Sabemos que o amor de Deus é um preceito; e o
casal que não O ama está fora da lei e não vai pelo caminho
da salvação, e sim, da condenação eterna.
O amor a Deus é a QUINTA COLUNA que sustenta
o matrimônio; e como um casal se há de amar a Deus? No
Evangelho de São Mateus 22,37 diz: “Amarás o Senhor
teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e como
todo o seu espírito”. Muitos pensam de uma maneira
errada, que esse mandamento se refere somente para padres e
freiras, claro que não, se refere também às pessoas casadas.
2. O casal ama a Deus de todo o coração,
quando Lho entrega todo inteiro, sem o dividir com as
criaturas. Só Deus quer ser o objeto do nosso amor. Só Ele é
o Senhor do nosso coração, a Ele pertence, e n’Ele deve
reinar como em propriedade sua.
Qualquer parcela de amor que um casal dá às
criaturas, que não seja por amor a Deus, é um roubo e uma
injustiça que o mesmo lhe faz. É importante lembrar de que
todas as perfeições que encontramos nas criaturas, são
apenas reflexos da infinita beleza do Criador.
O casal que deixa de amar a Deus de coração
para amar o mundo, acaba transformando o seu coração num
depósito de lixo, e vive em contínua angústia, porque o
mundo não pode lhe dar a verdadeira felicidade, como escreve
Santa Teresa dos Andes: “Vi que a felicidade no mundo não
existe”.
3. O casal deve amar a Deus com todo o seu
espírito, isto é, vivendo e atuando na sua divina presença,
meditando com frequência nos seus divinos atributos e
recordando os mil favores, de que Deus o tem cumulado.
Não basta amar a Deus com todo o espírito; é
preciso amá-lO com toda a alma, isto é, empregar todas as
faculdades e potências em testemunhar que somente Deus é o
objeto do seu amor, vivendo unido a Ele pela vontade, pondo
à parte todos os outros afetos, que não encaminhem para o
seu amor.
O casal deve também amar a Deus com todas as
suas forças, isto é, aplicar ao serviço de Deus não só as
potências da alma, mas todo o vigor do corpo. Não dar um
passo que não se encaminhe a conhecê-lO, não fazer obra que
não tenha por alvo a sua maior glória, não dizer palavra que
não convenha à sua divina presença, e não usar dos sentidos
que não sejam para admirar e honrar as maravilhas do poder
do Criador.
4. O casal que deseja com sinceridade vencer
os inimigos visíveis e invisíveis, deve se apoiar nessa
QUINTA COLUNA do matrimonio: “Amar a Deus sobre todas
as coisas”, e assim ele encontrará a verdadeira
força e alegria para vencer os obstáculos, como escreve
Santa Teresa dos Andes: “Quem pode fazer-me mais feliz
do que Deus? N’Ele encontro tudo”.
Casal, fuja do mundo inimigo de Deus, ele é
areia movediça e te sufocará; mergulhe em Deus e Ele te
protegerá, como está no Salmo 61,8-9: “A minha glória
e salvação estão em Deus; o meu refúgio e rocha firme é o
Senhor! Povo todo, esperai sempre no Senhor, a abri diante
dele o coração: nosso Deus é um refúgio para nós!”.
A SEXTA COLUNA que sustenta o matrimônio é
a oração.
Quando uma pessoa deixa de se alimentar,
enfraquece fisicamente, e com o passar do tempo não consegue
mais trabalhar nem andar; o mesmo acontece com o casal que
não reza, isto é, que não se alimenta da oração fervorosa e
perseverante; aos poucos vai se enfraquecendo, não sente
mais força para lutar, e acaba sendo derrotado pelos
inimigos.
Alguns casais dizem com certo ar de crítica e
de zombaria, que “esse negócio” de rezar é coisa para
padres e freiras; mas é importante lembrá-los de que as
pessoas casadas também possuem uma alma imortal, e que o
demônio também trabalha para destruí-las.
6. São Francisco de Sales escreve: “É
um erro, senão até mesmo uma heresia, querer excluir a vida
devota… do lar das pessoas casadas”.
O casal que não reza vive com as costas
voltadas para Deus, e caminha apressadamente para a
destruição.
Casal, é preciso rezar, é preciso dialogar
com Deus, é necessário fazer oração! É tão precisa a oração
ao homem para viver sobrenaturalmente, como à ave são
precisas asas para se elevar da terra.
É nas asas da oração que o casal se desprende
das coisas terrenas e se aproxima de Deus, e assim encontra
alívio e paz.
A oração é a SEXTA COLUNA que sustenta o
matrimônio, e muitos casais se desculpam dizendo que não
possuem tempo para rezar, porque a vida é corrida e o
trabalho é muito.
7. Mas, esses mesmos casais encontram tempo
para assistir as novelas pornográficas e os filmes imorais
na televisão; ou então, passam horas e horas conversando nas
portas dos botecos ou na porta da própria casa, perdendo um
precioso tempo com o lixo do mundo, mas não dialogam com
Deus através da oração.
Antigamente existiam os oratórios nas salas,
onde os casais se reuniam à noite com os filhos para rezarem
o santo terço; hoje, infelizmente, a televisão ocupa o lugar
do oratório, e o santo terço foi substituído pelas novelas
assassinas que destroem as famílias; e a família fica horas
e horas se alimentando desse vômito de satanás.
8. O São João Paulo II escreve: “… a
oração não representa de modo algum uma evasão, que desvia
do empenho quotidiano, mas constitui o impulso mais forte
para que a família cristã assuma e cumpra em plenitude todas
as suas responsabilidades de célula primeira e fundamental
da sociedade humana”, e São Paulo VI escreve também:
“Queremos agora… recomendar vivamente a recitação do
santo rosário em família… seja o rosário a sua expressão
frequente e preferida”.
Hoje! Qual é o casal que reza juntamente com
os filhos?
O casal que não reza vive nas trevas e na
cegueira espiritual, e assim, caminha para a perdição
eterna.
Casal, acorde enquanto é tempo, abandone as
novelas e as portas dos botecos, e marque rigorosamente um
horário todos os dias para a oração em família, além do
santo terço, leia um trecho da Sagrada Escritura ou da vida
de um santo, e faça um fervoroso comentário, não deixe para
depois, porque poderá ser tarde.
9. Você reclama que a sua família está
fracassando, que a situação está ficando cada vez mais
pesada e incontrolável, mas olha só o que você oferece para
a mesma: novelas, conversas indecentes, músicas
pornográficas e filmes imorais, etc. Você oferece trevas
para o seu lar, e gostaria que a sua família fosse luz, isso
é loucura! Aquele que se alimenta de carniça, com certeza
ficará doente, é o caso da sua família.
Casal! Reze, reze, reze muito, o casal que
não reza assemelha-se a uma bola que é chutada o tempo todo
por Satanás.
PARTE DA ENCICLICA FAMILIARIS CONSORTIO
SOBRE A ORAÇÃO
A oração familiar
59. A Igreja reza pela família cristã e
educa-a a viver em generosa coerência com o dom e o dever
sacerdotal, recebido de Cristo Sumo Sacerdote. Na realidade,
o sacerdócio batismal dos fiéis, vivido no
matrimónio-sacramento, constitui para os cônjuges e para a
família o fundamento de uma vocação e de uma missão
sacerdotal, pela qual a própria existência quotidiana se
transforma num «sacrifício espiritual agradável a Deus por
meio de Jesus Cristo»: é o que acontece, não só com a
celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos e com a
oferenda de si mesmos à glória de Deus, mas também com a
vida de oração, com o diálogo orante com o Pai por Jesus
Cristo no Espírito Santo.
A oração familiar tem as suas
características. É uma oração feita em comum, marido e
mulher juntos, pais e filhos juntos. A comunhão na oração é,
ao mesmo tempo, fruto e exigência daquela comunhão que é
dada pelos sacramentos do batismo e do matrimonio. Aos
membros da família cristã podem aplicar-se de modo
particular as palavras com que Cristo promete a sua
presença: "Digo-vos ainda: se dois de vós se unirem,
na terra, para pedirem qualquer coisa, obtê-la-ão de Meu Pai
que está nos Céus. Pois onde estiverem reunidos, em Meu
nome, dois ou três, Eu estou no meio deles".
A oração familiar tem como conteúdo original
a própria vida de família, que em todas as suas diversas
fases é interpretada como vocação de Deus e atuada como
resposta filial ao Seu apelo: alegrias e dores, esperanças e
tristezas, nascimento e festas de anos, aniversários de
núpcias dos pais, partidas, ausências e regressos, escolhas
importantes e decisivas, a morte de pessoas queridas, etc.,
assinalam a intervenção do amor de Deus, na história da
família, assim como devem marcar o momento favorável para a
ação de graças, para a impetração, para o abandono confiante
da família ao Pai comum que está nos céus. A dignidade e a
responsabilidade da família cristã como Igreja doméstica só
podem pois ser vividas com a ajuda incessante de Deus, que
não faltará, se implorada com humildade e confiança na
oração.
Educadores de oração
60. Em virtude da sua dignidade e missão, os
pais cristãos têm o dever específico de educar os filhos
para a oração, de os introduzir na descoberta progressiva do
mistério de Deus e no colóquio pessoal com Ele: "É
sobretudo na família cristã, ornada da graça e do dever do
sacramento do matrimonio, que devem ser ensinados os filhos
desde os primeiros anos, segundo a fé recebida no Batismo, a
conhecer e a adorar Deus e amar o próximo".
Elemento fundamental e insubstituível da
educação para a oração é o exemplo concreto, o testemunho
vivo dos pais: só rezando em conjunto com os filhos, o pai e
a mãe, enquanto cumprem o próprio sacerdócio real, entram na
profundidade do coração dos filhos, deixando marcas que os
acontecimentos futuros da vida não conseguirão fazer
desaparecer. Tornemos a escutar o apelo que o Papa Paulo VI
dirigiu aos pais: "Mães, ensinais aos vossos filhos as
orações do cristão? Em consonância com os Sacerdotes,
preparais os vossos filhos para os sacramentos da primeira
idade: confissão, comunhão, crisma? Habituai-los, quando
enfermos, a pensar em Cristo que sofre? a invocar o auxílio
de Nossa Senhora e dos Santos? Rezais o terço em família? E
vós, Pais, sabeis rezar com os vossos filhos, com toda a
comunidade doméstica, pelo menos algumas vezes? O vosso
exemplo, na retidão do pensamento e da ação, sufragada com
alguma oração comum, tem o valor de uma lição de vida, tem o
valor de um ato de culto de mérito particular; levais assim
a paz às paredes domésticas: "Pax huic domui!". Recordai:
deste modo construís a Igreja!".
Oração litúrgica e privada
61. Entre a oração da Igreja e a de cada um
dos fiéis há uma profunda e vital relação, como reafirmou
claramente o Concílio Vaticano II.
Ora uma finalidade importante da oração da
Igreja doméstica é a de constituir, para os filhos, a
introdução natural à oração litúrgica própria da Igreja
inteira, no sentido quer de uma preparação para ela, quer de
a alargar ao âmbito da vida pessoal, familiar e social.
Daqui a necessidade de uma participação progressiva de todos
os membros da família cristã na Eucaristia, sobretudo na
dominical e festiva, e nos outros sacramentos, em particular
nos da iniciação cristã dos filhos. As diretivas conciliares
abriram uma nova possibilidade à família cristã, que foi
incluída entre os grupos aos quais se recomenda a celebração
comunitária do Ofício divino. Assim também está ao cuidado
da família cristã celebrar, mesmo em casa e de forma
adaptada aos seus membros, os tempos e as festividades do
ano litúrgico.
Para preparar e prolongar em casa o culto
celebrado na Igreja, a família cristã recorre à oração
privada, que se apresenta sob uma grande variedade de
formas: esta variedade, enquanto testemunho da riqueza
extraordinária com a qual o Espírito anima a oração cristã,
responde às diversas exigências e situações da vida de quem
se volta para o Senhor. Além das orações da manhã e da tarde
são de aconselhar expressamente - seguindo também indicações
dos Padres Sinodais - a leitura e a meditação da Palavra de
Deus, a preparação para a recepção dos sacramentos, a
devoção e consagração ao Coração de Jesus, as várias formas
de culto à Santíssima Virgem, a bênção da mesa, as práticas
de piedade popular.
No respeito pela liberdade dos filhos de
Deus, a Igreja propôs e continua a sugerir aos fiéis algumas
práticas de piedade com solicitude e insistência
particulares. Entre estas é de lembrar a recitação do
Rosário: "Queremos agora, em continuidade de
pensamento com os nossos Predecessores, recomendar vivamente
a recitação do Santo Rosário em família... Não há dúvida de
que o Rosário da bem-aventurada Virgem Maria deve ser
considerado uma das mais excelentes e eficazes orações em
comum, que a família cristã é convidada a recitar Dá-nos
gosto pensar e desejamos vivamente que, quando o encontro
familiar se transforma em tempo de oração, seja o Rosário a
sua expressão frequente e preferida". Desta maneira
a autêntica devoção mariana, que se exprime no vínculo
sincero e na generosa série das posições espirituais da
Virgem Santíssima, constitui um instrumento privilegiado
para alimentar a comunhão de amor da família e para
desenvolver a espiritualidade conjugal e familiar. Ela, a
Mãe de Cristo e da Igreja, é também, de fato, de forma
especial, a Mãe das famílias cristãs, das Igrejas
domésticas.
Oração e vida
62. Nunca se deverá esquecer que a oração é
parte constitutiva essencial da vida cristã, tomada na sua
integralidade e centralidade; mais ainda, pertence à nossa
mesma "humanidade": é "a primeira expressão da
vida interior do homem, a primeira condição da autêntica
liberdade do espírito".
Por isso, a oração não representa de modo
algum uma evasão que desvia do empenho quotidiano, mas
constitui o impulso mais forte para que a família cristã
assuma e cumpra em plenitude todas as suas responsabilidades
de célula primeira e fundamental da sociedade humana. Em tal
sentido, a efetiva participação na vida e na missão da
Igreja no mundo é proporcional à fidelidade e à intensidade
da oração com que a família cristã se une à Videira fecunda,
Cristo Senhor.
Da união vital com Cristo, alimentada pela
Liturgia, pelo oferecimento de si e da oração, deriva também
a fecundidade da família cristã no seu serviço específico de
promoção humana, que de per si não pode não levar à
transformação do mundo.
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