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6° PECADO CONTRA O ESPÍRITO SANTO
(Resumo)
Madre Laura de Nossa Senhora das Dores FP(C)
6º – A
Impenitência final
Não é
difícil de entender este pecado, pois uma pessoa que vem
pecando a vida inteira, no final de sua existência continua
sendo impenitente e não arrependido de tudo o que fez de
mal. É a suprema e final rejeição à Deus. Mesmo estando no
fim da vida e sabendo que vai morrer, a pessoa não quer
mudar de vida.
O pecado da
impenitência, no contexto religioso, refere-se à recusa em
se arrepender de pecados, persistindo neles e rejeitando a
possibilidade de perdão. É um estado de endurecimento do
coração, onde a pessoa não reconhece seus erros e não busca
a reconciliação com Deus.
“Todos
os pecados serão perdoados aos filhos dos homens, mesmo as
suas blasfêmias; mas todo o que tiver blasfemado contra o
espírito Santo jamais terá perdão, mas será culpado de um
pecado eterno”
(Mc 3,28-29).
O Catecismo
da Igreja Católica dá a interpretação autêntica dessa
passagem com as seguintes palavras: “A misericórdia de Deus
não tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a
acolher a misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o
perdão de seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito
Santo. Semelhante endurecimento pode levar à impenitência
final e à perdição eterna” (Cat. 1864). No fundo, o pecado
contra o Espírito Santo é um endurecimento interior (dureza
de coração) que não permite a pessoa se arrepender dos
próprios pecados. Logicamente, sem arrependimento não há
perdão! Por outro lado, é muito difícil verificar se alguém
pecou contra o Espírito Santo; na prática, até o final da
vida de uma pessoa não se pode saber se tal impenitência foi
um pecado contra o Espírito Santo. Em efeito, uma pessoa
poderia se arrepender nos últimos momentos de sua existência
e ser alcançado pela salvação. Definitivamente, a resposta a
essa questão – foi ou não um pecado contra o Espírito Santo?
– continuará, enquanto não chega o juízo final, conhecida
somente por Deus e pela pessoa em questão.
Falar sobre
o pecado contra o Espírito Santo deveria nos ajudar a ver
que o arrependimento dos nossos pecados é uma graça de Deus.
Ao mesmo tempo essa graça só nos alcança se nós quisermos: a
salvação é obra de Deus em nós, mas não sem nós. Nesse
sentido, a nossa súplica poderia ser semelhante àquela que
muitos sacerdotes ainda rezam antes da Santa Missa:
“Concedei-nos, Senhor onipotente e misericordioso, a alegria
com a paz, a emenda de vida, o tempo para fazer penitência,
a graça e a consolação do Espírito Santo e a perseverança
nas boas obras. Amém”.
“De
tantos modos se considera irremissível o pecado contra o
Espírito Santo, quantas as acepções em que pode ser tomado.
Assim, se considerarmos como pecado contra o Espírito
Santo a impenitência final, então é irremissível, porque não
pode de nenhum modo ser perdoado. Pois, o pecado mortal em
que o homem persevera até a morte, não sendo perdoado nesta
vida, pela penitência, não o será também na futura.”
(Santo
Tomás de Aquino).
"Morrer
na impenitência final" significa falecer sem ter se
arrependido dos pecados cometidos, permanecendo em estado de
pecado mortal até o último instante de vida.
Numa
segunda acepção,
desta vez originária de Santo Agostinho, o pecado contra
o Espírito Santo pode ser entendido como a própria
impenitência final, pela qual alguém persiste na falta até a
morte. E por que tal pecado levaria este nome? Porque é
justamente pelo Divino Paráclito, Amor do Pai e do Filho,
que a remissão dos pecados é operada. Assim, ao rejeitar
o perdão divino, o pecador rejeita quem lho oferece: o
próprio Deus.
Propósito “de
não fazer penitência, impossibilitando a volta para Deus” (Pe.
João Batista Lehmann).
O Catecismo
da Igreja Católica ensina: “A misericórdia de Deus não
tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a
misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o perdão de
seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo.
Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à
perdição eterna”.
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